21/06/2013 -

O secretário municipal de Saneamento, Luiz Otávio Mota, falou em nome da prefeitura de Belém sobre a morte da funcionária Cleonice Vieira de Moraes, 54 anos. Ela trabalhava como gari e fazia varrição da área do Ver-o-Peso quando foi surpreendida pela manifestação popular que percorreu o centro da cidade até o Palácio Antônio Lemos. A funcionária teria se assustado com uma bomba durante o protesto, caiu e desmaiou. Ela chegou a ser socorrida por uma equipe do Samu 192, vítima de parada cardíaca, e levada ao Pronto Socorro do Guamá, mas morreu na manhã desta sexta-feira, 21.

Luiz Otávio Mota lamentou a morte da funcionária e informou que toda a assistência será dada pelo município à família da vítima. O secretário classificou o ocorrido como uma fatalidade, motivada por uma minoria exaltada que se recusou ao diálogo e promoveu arruaça e depredação do patrimônio público durante a manifestação.

O titular da Sesan explicou que o ponto de encontro diário dos trabalhadores de limpeza urbana é próximo ao Palácio Antônio Lemos, de onde as equipes são distribuídas. Luiz Otávio informou que todos os funcionários foram dispensados e orientados a deixar o local imediatamente, após a constatação de que a mobilização inviabilizaria os serviços de varrição.

Cleonice Moraes era hipertensa e trabalhava na prefeitura há cerca um ano. Ela sofreu uma parada cardíaca, foi reanimada por socorristas do Samu 192 e conduzida ao HPSM Humberto Maradei. De acordo com o diretor do pronto socorro, Dionísio Monteiro, a paciente sofreu outras quatro paradas cardíacas. Todos os procedimentos médicos foram adotados na tentativa de estabilizar o quadro clínico da paciente, que se agravou. Ela chegou a ser entubada, mas morreu às 7h desta sexta-feira, 21.

Segundo levantamento da Polícia Militar aproximadamente 12 mil pessoas participaram da manifestação que percorreu o centro da cidade até a frente da sede da administração municipal. Houve tentativa de invasão e depredação e o Batalhão de Choque da PM precisou intervir.

O prefeito Zenaldo Coutinho reconheceu a manifestação como ato democrático, mas repudiou atos de violência praticados por minorias que se infiltraram no movimento.

Texto: Lauro Lima – Ascom Sesan
Edição: Tânia Menezes – NID Comus